Sorte na vida, uma simples frase que muitas ou poucas pessoas mencionam algumas vezes, incluindo eu...O que fazemos quando temos familia que mora longe....
Uma familia que sempre me recebeu bem quando lá estive, que sempre me tratou bem em todas as ocasiões, com quem dançámos horas a fio em casamentos, que nos ligava todos os anos no dia do aniversário, que nos mandava aquela mensagem a desejar bom ano, com quem mantinhas contacto o ano inteiro, que desejavamos sempre ter cá, que se tivessemos perto iria ser diferente, iria ser melhor, iria ser fantástico.... Mas na realidade não é, e jamais poderá ser..
Uma avó com força, uma avó com garra, alguem por quem sentimos o maior carinho, uma avó que sempre nos deixou dormir lá em casa todos juntos, que tinha tudo e mais alguma coisa no pátio do jardim até um sapo, uma avó que saltava a corda , uma avó que fazia grandes lanches lá em casa, uma avó que fazia os melhores bifinhos panados quando o pai lá ia, uma avó que passeava connosco naquele jardim de Santotirso, uma avó que quando não estava presente no Natal mandava aquele presente, aquela lembrança, uma avó que via as telenovelas e nos contava, uma avó que aquela hora ia ao rádio ouvir a missa do costume, uma avó que bebia o seu café sempre à mesma hora, uma avó que nos trazia e nos mandava as nossas bolachinhas do Porto...
O que fazemos quando sabemos e recebemos aquelas noticias que ninguem quer ouvir..
A tia está doente, o tio está doente... A tia foi operada, e o tio também quase ao mesmo tempo.. Não acreditamos...
Como reagimos quando ouvimos dizer do lado de lá ''eles estão tão doentes..
Uma tia que precisa de ajuda, um tio com a melhor disposição de sempre que apesar de ter aquela força, aquela maneira de ser, precisa de apoio.. Uma avó que amamos tanto, que tem saudades, que nos quer lá e que precisa de nós e a verdade é que não podemos estar sempre...
Eu Continuo a perguntar a mim própria o que fazemos, o que sentimos.. Se na realidade a primeira coisa que me passa pela cabeça é 'eu tenho que lá ir...'
Choramos, sentimos uma saudade maior, mas há saudade que não se consegue evitar, não estão ao nosso alcance, não podemos ir lá sempre... Temos medo, muito!
Eu tenho, e penso, sinto, digo que me mudaria para lá só para estar daquele lado, mais perto...
E porque longe ou perto, o sentimento é o mesmo, a dor é ainda maior, a saudade é exageradamente grande e FORÇA é uma palavra que a minha familia terá de ter!
Eu, por cá terei, o coração nas maos, como sempre tive, aquele receio, aquele medo, sim!
Será que a avó ainda tem as nossas fotografias todas lá no quarto, será que apesar de dizer os nossos nomes trocados ainda se lembra, ainda deita aquele lágrima, ainda bebe aquele café...
Como será que está o meu tio tripeiro, o meu tio bruto, o meu tio que salta muros para entrar em casa e que parte costelas e que acha imensa graça....ahah
À minha Grande Avó, ao meu Tio tripeiro, à minha Tia torta,
Um grande beijinho!
Com aquela enorme saudade...
Uma familia que sempre me recebeu bem quando lá estive, que sempre me tratou bem em todas as ocasiões, com quem dançámos horas a fio em casamentos, que nos ligava todos os anos no dia do aniversário, que nos mandava aquela mensagem a desejar bom ano, com quem mantinhas contacto o ano inteiro, que desejavamos sempre ter cá, que se tivessemos perto iria ser diferente, iria ser melhor, iria ser fantástico.... Mas na realidade não é, e jamais poderá ser..
Uma avó com força, uma avó com garra, alguem por quem sentimos o maior carinho, uma avó que sempre nos deixou dormir lá em casa todos juntos, que tinha tudo e mais alguma coisa no pátio do jardim até um sapo, uma avó que saltava a corda , uma avó que fazia grandes lanches lá em casa, uma avó que fazia os melhores bifinhos panados quando o pai lá ia, uma avó que passeava connosco naquele jardim de Santotirso, uma avó que quando não estava presente no Natal mandava aquele presente, aquela lembrança, uma avó que via as telenovelas e nos contava, uma avó que aquela hora ia ao rádio ouvir a missa do costume, uma avó que bebia o seu café sempre à mesma hora, uma avó que nos trazia e nos mandava as nossas bolachinhas do Porto...
O que fazemos quando sabemos e recebemos aquelas noticias que ninguem quer ouvir..
A tia está doente, o tio está doente... A tia foi operada, e o tio também quase ao mesmo tempo.. Não acreditamos...
Como reagimos quando ouvimos dizer do lado de lá ''eles estão tão doentes..
Uma tia que precisa de ajuda, um tio com a melhor disposição de sempre que apesar de ter aquela força, aquela maneira de ser, precisa de apoio.. Uma avó que amamos tanto, que tem saudades, que nos quer lá e que precisa de nós e a verdade é que não podemos estar sempre...
Eu Continuo a perguntar a mim própria o que fazemos, o que sentimos.. Se na realidade a primeira coisa que me passa pela cabeça é 'eu tenho que lá ir...'
Choramos, sentimos uma saudade maior, mas há saudade que não se consegue evitar, não estão ao nosso alcance, não podemos ir lá sempre... Temos medo, muito!
Eu tenho, e penso, sinto, digo que me mudaria para lá só para estar daquele lado, mais perto...
E porque longe ou perto, o sentimento é o mesmo, a dor é ainda maior, a saudade é exageradamente grande e FORÇA é uma palavra que a minha familia terá de ter!
Eu, por cá terei, o coração nas maos, como sempre tive, aquele receio, aquele medo, sim!
Será que a avó ainda tem as nossas fotografias todas lá no quarto, será que apesar de dizer os nossos nomes trocados ainda se lembra, ainda deita aquele lágrima, ainda bebe aquele café...
Como será que está o meu tio tripeiro, o meu tio bruto, o meu tio que salta muros para entrar em casa e que parte costelas e que acha imensa graça....ahah
À minha Grande Avó, ao meu Tio tripeiro, à minha Tia torta,
Um grande beijinho!
Com aquela enorme saudade...
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