sexta-feira, 19 de junho de 2009

Palavras...

Ontem a noite nos meus sonhos, vi-te no portão de minha casa. O vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinham a luz pálida do sol que se desvanecia.
Fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito.

Tu és bela, penso, enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em ninguém. Começo a andar lentamente na tua direcção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também.

‘’conhece-la? ‘’ – Perguntam-me em sussurros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade

‘’Melhor do que o meu próprio coração’’

Páro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez.
Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos.


As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida.

Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Sinto a minha garganta a começar a fechar e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque sei que são horas de partires. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão.

Sinto-me perdido sem ti. Sinto-me sem alma, um vagabundo sem casa, um pássaro solitário em voo para lado nenhum. Sinto todas estas coisas, e não sou absolutamente nada. Esta, meu amor, é a minha vida sem ti. Anseio por que me mostres como viver se novo. Olhava para ti com espanto e sabia que estaríamos juntos para sempre. Penso em ti, sonho contigo, invoco-te quando mais preciso de ti.

Sem ti nos meus braços sinto um vazio na alma. Dou por mim à procura do teu rosto no meio das multidões. Tu e eu tínhamos falado sobre o que aconteceria se fossemos separados por força das circunstâncias, mas não consigo manter a promessa que te fiz naquela noite. Desculpa meu amor, mas não existira nunca ninguém para te substituir.

As palavras que te murmurei eram absurdas, e eu devia ter percebido isso então. Tu e só tu, tens sido sempre a única que desejei e agora que já cá não estas, não tenho qualquer desejo de encontrar outra.
Até que a morte nos separe, sussurrámos na igreja, e eu tenho vindo a acreditar que as palavras permanecerão verdadeiras até finalmente chegar o dia em que eu, também, serei levado deste mundo.


''Palavras que nunca te direi''

2 comentários:

Diana disse...

Mas que grande paciencia meu amor!!! ;) Esta bonito, esta bonito! =) Love you!

Pipss! disse...

ya, adoro este texto!